A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está disponível para os brasileiros e deve substituir gradualmente o antigo Registro Geral (RG). A principal mudança é que, a partir de agora, o CPF será o único número de identificação utilizado pelo governo, simplificando o sistema de identificação civil e aumentando a proteção contra fraudes.
Embora o novo documento já esteja disponível, o antigo RG continuará válido até 2032, com validade de até 10 anos após a emissão. A atualização não é obrigatória, mas o Governo Federal recomenda que seja feita conforme a necessidade, especialmente para garantir a compatibilidade com sistemas digitais e serviços públicos que já utilizam o novo modelo.
Novo RG – Reprodução
Para solicitar a CIN, o interessado deve agendar o atendimento online no Instituto de Identificação do estado onde reside. É necessário apresentar os seguintes documentos:
Certidão de Nascimento ou Casamento (original ou cópia autenticada);
CPF regularizado junto à Receita Federal;
Comprovante de residência (contas de água, luz, gás, telefone ou internet são aceitas).
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Cada estado oferece um site específico para o agendamento, com informações sobre endereços e horários de atendimento. O agendamento deve ser feito diretamente nos sites oficiais das unidades federativas, que podem ser acessados através dos links abaixo:
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
Paraíba
Paraná
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
São Paulo
Sergipe
Tocantins
Após o agendamento, é necessário comparecer pessoalmente para a coleta de dados biométricos e assinatura. A versão digital do documento será liberada automaticamente após a emissão física, por meio do aplicativo gov.br.
O novo RG também traz um QR Code e uma zona legível por máquina (MRZ), similar ao que é utilizado em passaportes. Essa tecnologia permite que o novo documento seja aceito como documento de viagem em países do Mercosul, embora não substitua o passaporte fora do bloco.
A primeira via do novo RG é gratuita, conforme a Lei nº 7.116/1983, quando solicitada em papel. Já em casos de segunda via, perda, roubo ou danos, podem ser aplicadas taxas de reemissão, que variam de acordo com o estado.
Em São Paulo, a taxa é de R$ 55,53, com isenção para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em Santa Catarina, a cobrança também ocorre, e o valor exato deve ser consultado no site oficial da Polícia Científica.
Em Alagoas, a partir de fevereiro de 2025, a taxa será de R$ 36,03.
Em Rio Grande do Sul, a nova carteira de identidade custa R$ 95,03, com isenção para idosos acima de 65 anos, vítimas de roubo (com boletim de ocorrência) e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A adaptação ao novo sistema de identidade pode trazer mais segurança e praticidade para os cidadãos, além de facilitar o acesso a serviços públicos e sistemas digitais.