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Published by on 27 de novembro de 2025
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A COP de Belém terminou, e para Ricardo Mussa, chair do SB COP30 — iniciativa do setor produtivo liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) —, e que participou no Pará de sua primeira Conferência das Partes, o legado da COP realizada no Brasil foi voltado à implementação, com abordagens mais práticas do que nas edições anteriores e “um bom trabalho para a criação de um framework de implementação”.

Ele destacou a maior presença do setor privado, responsável por 80% das emissões, e avaliou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como “um avanço concreto”.

Na avaliação de Mussa, o trabalho do Brasil, tanto da equipe de André Corrêa do Lago quanto da atuação do presidente Lula — presente em diferentes momentos —, “deu gosto de ver”. Além disso, apesar dos desafios logísticos, Belém surpreendeu positivamente, e a conferência deixou um legado para a cidade.

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Apesar dos pontos positivos, Mussa afirma que, para quem integra o setor privado, ficou um sentimento de frustração pós-COP. “Queríamos coisas mais práticas, avanços concretos, mais ação. Mas a maioria das pessoas com quem conversei disse que foi uma COP de mais implementação que as anteriores”, disse, ao Money Times.

O SBCOP, em sua visão, também foi um dos destaques do evento — algo completamente novo para uma COP e que trouxe credibilidade.

“Representamos muitas empresas, de quase 70 países e de diferentes tamanhos. Para a próxima COP, já estou em contato com Austrália e Turquia para levar isso adiante. O SBCOP vai crescer e aprender com os erros. Se estamos entrando em uma era de implementação, é importante que o setor privado se organize melhor.”

O que faltou?

Ricardo Mussa destaca que o plano de transição energética precisa considerar a parte econômica, para evitar desequilíbrios entre países. Para ele, o ponto que ficou de lado nos debates — e que poderia facilitar grandes avanços — foi o mercado de carbono.

“O mercado de carbono ajuda o dinheiro a fluir para os melhores projetos e permite que o mundo seja mais eficiente na alocação de capital. Estudar e aprimorar esse mercado tem impacto direto nos debates sobre clima. Se fizermos esse mercado funcionar, a força do capitalismo faz o resto para que os investimentos fluam de forma melhor.”

Na sua visão, a solução passa por transformar o mercado de carbono em algo mais parecido com o mercado de moedas. Um exemplo citado por Mussa é o biometano.

“No mercado brasileiro, o biometano tem o maior impacto de redução de emissões por dólar investido. Porém, ele acaba sendo muito regional, porque o gás viaja pouco. Apesar de ter um prêmio espetacular, eu não conseguia capturá-lo porque o Brasil é um país subdesenvolvido. Se eu pudesse negociar o crédito de carbono do biometano com um país desenvolvido, o projeto ganharia muito mais força.”

Mussa também acredita que o SBCOP ainda não conseguiu extrair todo o valor que pode entregar.

“Talvez isso seja fruto de ter sido o primeiro ano, mas saio com o sentimento de que poderia ter feito mais, dado o potencial de impacto real do SBCOP nas discussões. São mais de 40 milhões de empresas. Poucas associações têm essa representatividade.”

Sobre o que faria diferente, ele aponta a apresentação dos cases de sucesso na descarbonização. Mussa inverteria a lógica e apresentaria primeiro os exemplos, para depois gerar recomendações.

“Focamos muito em apresentar recomendações aos negociadores e, no final, gastamos tempo com o SBCOP Awards, que premia os melhores projetos. Eu faria isso antes, porque aprender com exemplos é muito mais eficaz para convencer um negociador.”

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