• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Dirigente do Fed não descarta ajuste na política monetária, se não houver progresso nos preços
28 de setembro de 2023
Com forte revisão para baixo, institutos agora preveem queda de 0,6% do PIB da Alemanha em 2023
28 de setembro de 2023
Published by on 28 de setembro de 2023
Categories
  • Sem categoria
Tags

“Excelente e produtivo”. Essas foram as definições usadas por Fernando Haddad, ministro da Fazenda, para descrever o tão alardeado encontro entre Luiz Inácio da Silva, presidente da República, e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, para diminuir as rusgas após diversos episódios que evidenciaram uma relação conturbada.

A reunião realizada no fim da tarde de quarta-feira (27) foi a primeiro desde a posse do petista, em 1º de janeiro. Nestes 269 dias, Campos Neto foi por diversas vezes alvo da retórica do presidente contra a manutenção dos juros em nível alto. O líder do Executivo chegou a chamar o chefe da autoridade monetária de “este cidadão”, “tinhoso” e “teimoso”.

Por muitas vezes, coube a Haddad o papel de “bombeiro”.

O encontro ocorreu em um momento em que uma parcela dos aliados de Lula reduziu o tom das críticas a Campos Neto e ao BC, justamente por causa do início do ciclo de redução da Selic, com cortes de 0,5 ponto percentual em cada uma das duas últimas reuniões, com a taxa indo para 12,75% ao ano.

A reunião foi vista como um gesto de aproximação entre os presidentes da República e do BC, que solicitou ao Executivo a audiência.

Em relatório de abertura de mercado, a Ágora Investimentos apontou que as falas de Haddad sobre o encontro poderiam aliviar algumas preocupações dos investidores. Contudo, dado o atual contexto (principalmente internacional) ainda é insuficiente para garantir um desempenho positivo dos ativos locais por si só. Isso em um ambiente de aversão ao risco nas últimas sessões com a projeção de que o Federal Reserve, BC dos EUA, mantenha os juros altos por mais tempo.

De qualquer forma, a sinalização foi positiva, uma vez que os recorrentes atritos entre Campos Neto e Lula tiveram repercussões durante todo o ano no mercado, que temeu pelo fim da autonomia da autoridade monetária e até mesmo repercutiu uma não permanência de Campos Neto no cargo, conforme destaca a equipe de análise da Levante Corp.

A Levante ressalta que Campos Neto vinha tentando um encontro com Lula, que não demonstrava disposição para receber, a seu ver, um aliado do seu antecessor Jair Bolsonaro.

Entretanto, o presidente do BC vem fazendo acenos claros ao governo. Os analistas da casa lembram que, na reunião do Copom de agosto, com a decisão de redução dos juros extremamente dividida entre 25 pontos-base (bps, ou 0,25 ponto percentual) e 50 bps, o voto de minerva de Campos Neto foi por um corte maior.

Mais recentemente, passou a defender o compromisso de Haddad em perseguir a meta de déficit zero em 2024, assim como a tributação dos fundos exclusivos e offshores. Ontem, em audiência na Câmara, disse que o governo tem lidado com problema fiscal e que a tendência é esse fator de risco melhorar.

O time de analistas aponta ainda que, por sua vez, Lula também pode se beneficiar de uma aproximação com Campos Neto.

“Além do interesse em tentar acelerar a queda da Selic, Lula sabe que ter o presidente do BC como aliado nas pautas do rotativo do cartão de crédito e dos juros para o empresariado seria de grande valor”, aponta a casa.

De acordo com informações do jornal O Globo, a preocupação com o volume de crédito concedido no Brasil está “tirando o sono” de Lula e, de acordo com interlocutores do presidente ouvidos pela publicação, foi o que o fez decidir receber o chefe do BC, depois de meses de rusgas públicas em torno da taxa de juros.

Campos Neto pretende se colocar como um intermediário entre governo e o Congresso, ajudando nos interesses do Palácio do Planalto em aprovar medidas da pauta econômica – como no campo da oposição, onde é bem aceito e mantém vínculos desde o governo passado.

Na visão da Levante, Haddad mais uma vez ganha destaque, visto que foi ele o responsável por costurar a reunião nos bastidores.

“Daqui para a frente, a aproximação entre governo e BC pode acelerar a agenda no Legislativo, tendo o chefe do BC como fiador. A tão repetida ‘harmonização’ entre as políticas monetária e fiscal por Haddad parece estar cada vez mais próxima”, apontou a casa.

Assim, ainda que não tenha um impacto imediato no mercado, esta foi uma sinalização positiva em meio a tantos fatores de turbulência no cenário externo.

(com Estadão Conteúdo)

Newsletter
Infomorning
Receba no seu e-mail logo pela manhã as notícias que vão mexer com os mercados, com os seus investimentos e o seu bolso durante o dia
Masterclass
As Ações mais Promissoras da Bolsa
Baixe uma lista de 10 ações de Small Caps que, na opinião dos especialistas, possuem potencial de valorização para os próximos meses e anos, e assista a uma aula gratuita

The post O que a melhora nas relações entre Lula e Campos Neto pode indicar para o mercado? appeared first on InfoMoney.

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

Inflação da zona do euro desacelera a 1,7% em janeiro e fica abaixo do previsto


Read more
4 de fevereiro de 2026

Banco do Japão não irá ao socorro da queda dos títulos impulsionada por Takaichi


Read more
4 de fevereiro de 2026

Órgão de fiscalização orçamentária da Itália eleva previsão de crescimento para 2026 a 0,7%


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress