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17 de março de 2025
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17 de março de 2025
Published by on 17 de março de 2025
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A economia brasileira deve crescer menos do que o previsto nos próximos dois anos, afetada pelo aperto da política monetária e pelo impacto das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump às exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos – e ainda, assim, não escapará de mais inflação.

A avaliação é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que divulgou novo relatório de previsões nesta segunda-feira (17), dois dias antes de nova decisão de juros pelo Banco Central.

Ao avaliar os efeitos das políticas protecionistas dos EUA no crescimento global, a OCDE prevê inflação mais desafiadora neste e no próximo ano no Brasil (ao contrário de analistas ouvidos pelo Banco Central), e a consequente necessidade de acelerar o ritmo de alta da taxa de juros no País.

A estimativa é que, no caso de um choque comercial mais amplo, como o que Trump ameaça impor a partir de abril, a taxa Selic pode precisar subir entre 1,25 e 1,5 ponto percentual para evitar uma deterioração maior do ambiente econômico.

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A OCDE reduziu suas projeções de crescimento global de de 3,3% para 3,1% em 2025 e 3,0% em 2026

Menos crescimento, mais inflação e juros em alta

A organização reduziu sua projeção de crescimento para o Brasil de 2,3% para 2,1% em 2025 e de 1,9% para 1,4% em 2026. O ajuste marca um corte de 0,2 ponto percentual neste ano e de 0,5 ponto percentual no próximo em comparação com as estimativas divulgadas em dezembro, antes do retorno de Trump à Casa Branca.

Segundo a OCDE, as tarifas impostas pelos EUA e o consequente efeito na demanda global devem limitar a expansão econômica brasileira, que já enfrenta os desafios internos de inflação e restrições ao crédito.

A projeção da entidade é que a inflação no Brasil aumentará para 5,4% em 2025, acima dos 4,4% registrados no ano passado. Para 2026, a alta de preços deve ficar em torno de 5,3%, o que pode ter impacto direto no cenário eleitoral do país.

Diante desse quadro, a organização alerta que o Banco Central pode ser forçado a aumentar ainda mais a taxa básica de juros para conter a pressão inflacionária.

Comparação com outros países

A entidade reduziu suas projeções para a economia mundial, que deve crescer 3,1% em 2025 e 3,0% em 2026, abaixo dos 3,3% estimados anteriormente.

No contexto latino-americano, a projeção da OCDE para a Argentina surpreendeu positivamente. O país vizinho, que enfrenta um cenário de ajustes fiscais severos, deve crescer 5,7% em 2025 e 4,8% em 2026, muito acima do Brasil. Já na zona do euro, o crescimento deve ser modesto, passando de 1,0% em 2025 para 1,2% no ano seguinte.

Nos EUA, a entidade estima que o crescimento desacelerará para 2,2% este ano e para 1,6% em 2026, devido aos impactos das próprias tarifas impostas pelo governo Trump. O México, por sua vez, será o país mais afetado na América do Norte, com uma contração de 1,3% este ano e de 0,6% no próximo, uma revisão drástica em relação às previsões anteriores de crescimento de 1,2% e 1,6%.

Salários reais e desafios estruturais

Apesar da desaceleração do crescimento, o Brasil registrou o maior aumento nos salários reais entre os países analisados pela OCDE. Os rendimentos dos trabalhadores brasileiros no final de 2024 estavam bem acima dos níveis pré-pandemia, superando até mesmo países desenvolvidos como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Para a OCDE, o cenário global de incerteza, somado ao aumento do protecionismo e às tensões geopolíticas, reforça a necessidade de reformas estruturais mais ambiciosas. A entidade recomenda que o Brasil adote medidas que garantam mercados domésticos sólidos e resilientes, além de uma política econômica que minimize os efeitos da volatilidade dos fluxos de capitais internacionais.

A OCDE ainda alerta que, caso Washington intensifique a guerra comercial e amplie as tarifas para outros setores, o impacto sobre o crescimento global será ainda mais negativo. No Brasil, isso poderia aprofundar o desaquecimento econômico e dificultar a recuperação nos próximos anos, especialmente se combinado com um novo ciclo de alta de juros.

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