A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve sua previsão de alta na demanda global por petróleo em 2023, em 2,3 milhões de barris por dia (bpd), segundo relatório mensal publicado nesta quinta-feira (13).
Para 2022, o cartel reafirmou sua estimativa de que o aumento na demanda global ficou em 2,5 milhões de bpd.
Apenas a demanda em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) deverá crescer cerca de 100 mil bpd este ano, projeta a Opep. Fora da OCDE, a previsão é de avanço em torno de 2,2 milhões de bpd no consumo em 2023.
A Opep também manteve sua previsão para o aumento da oferta de petróleo entre países fora do grupo em 2023, em 1,4 milhão de barris por dia (bpd), segundo relatório mensal.
Os países que devem mais contribuir para o incremento da oferta em 2023 são EUA, Brasil, Noruega, Canadá, Cazaquistão e Guiana, diz a Opep. Por outro lado, é esperada redução na oferta da Rússia.
Para 2022, a Opep reiterou sua estimativa de acréscimo da oferta em 1,9 milhão de bpd.
Ainda no relatório, a Opep informa que sua produção teve queda de 86 mil bpd em março ante fevereiro, para uma média de 28,80 milhões de bpd, de acordo com fontes secundárias.
A organização manteve em 2,6% sua projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2023, segundo o documento mensal publicado hoje. Para 2022, o cartel revisou levemente para cima sua estimativa para o avanço do PIB mundial, de 3,2% de 3,3%.
Para este ano, a Opep reafirmou sua projeção de crescimento dos EUA, em 1,2%, e também da zona do euro, em 0,8%. No caso da China, o cartel segue prevendo expansão de 5,2% em 2023.
A Opep também manteve sua projeção de que o Produto Interno Bruto do Brasil deverá crescer 1,0% em 2023, segundo o relatório mensal.
O documento projeta que o País deverá ter alta de 200 mil barris por dia (bpd) em sua produção de combustíveis líquidos em 2023, na comparação anual, para uma média de 4,0 milhões de bpd.
O cartel analisa que a economia do Brasil seguiu desacelerando nos últimos meses, em decorrência de taxas de juros mais elevadas e em meio à inflação alta. “Consequentemente, espera-se um investimento e consumo internos relativamente mais baixos dentro de um espaço fiscal limitado em 2023”.
Entretanto, o documento voltou a afirmar que expectativas do comércio externo, apoiadas por uma recuperação da China e por reformas domésticas previstas – que incluem uma reestruturação fiscal – deverão fornecer uma base sustentada para investimento e consumo, e apoiar “ao menos um crescimento baixo em 2023”.
A Opep ainda menciona que a produção de petróleo do Brasil caiu 13 mil bpd em fevereiro ante janeiro, a 3,3 milhões de bpd.
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