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JPMorgan estima US$25 bi em danos por terremoto na Turquia; espera corte de juros do BC
16 de fevereiro de 2023
Projeto prevê Refis para atenuar decisão do STF
16 de fevereiro de 2023
Published by on 16 de fevereiro de 2023
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A retomada do chamado voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), responsável por julgar em nível administrativo litígios tributários, tem levado a diversos questionamentos no mercado sobre os possíveis impactos para as companhias da Bolsa. O destaque fica para a Petrobras (PETR3;PETR4), que tem em disputa R$ 36,2 bilhões no Carf.

Na noite de terça-feira (14), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o governo fechou um acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com grandes contribuintes para a manutenção do mecanismo, restaurado por medida provisória do governo Lula após ter sido extinto durante a gestão passada e que autoriza o presidente do colegiado a dar um voto de desempate nos julgamentos. O fim do mecanismo implicava em benefício automático a contribuintes em casos de empate.

A MP do Carf faz parte de um pacote de medidas econômicas do governo para melhorar o resultado fiscal deste ano. Segundo a Fazenda, o Carf tem “situação insustentável” com estoque de processos saltando de R$ 600 bilhões até 2019 para R$ 1 trilhão no fim de 2022.

Segundo o texto do acordo com a OAB enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que julga a ação contra a MP do Carf, o voto de qualidade seria válido quando cumpridos alguns pressupostos, como a exclusão de multas e de juros em alguns casos.

Para o Bradesco BBI, se esse formato for proposto oficialmente, a medida provisória teria mais chances de obter sinal verde no Congresso e no Supremo Tribunal Federal.

“A nosso ver, isso obrigaria as empresas a agilizarem suas decisões sobre fazer ou não um acordo, antecipando os pagamentos ao governo caso os acordos sejam efetivamente assinados”, avalia.

O banco lembra que a Petrobras tem pouco menos de US$ 30 bilhões em disputas fiscais federais na esfera administrativa (que permanecem não provisionadas). Historicamente, avalia, a empresa conseguiu negociar descontos sólidos com o governo de aproximadamente 90% para juros e multas e 50% dos valores principais. “Caso a medida provisória seja aprovada, resta saber se a nova gestão (de Jean Paul Prates) conseguirá negociar cortes tão expressivos”, avalia.

O JPMorgan ressalta ainda que, no início deste mês, a Petrobras foi derrotada em dois processos tributários que somaram R$ 5,7 bilhões, chamando a atenção dos investidores para o assunto. Incluindo esses, a petroleira estatal tem 10 processos totalizando R$ 36,2 bilhões no Carf, segundo último Formulário de Referência publicado pela empresa em 2022.

Como a prioridade de votação segue um critério de relevância – e os casos da Petrobras são relativamente grandes – os analistas acreditam que poderemos ver mais discussões envolvendo reivindicações da Petrobras em breve. Para constar, todos esses passivos são mencionados nas demonstrações financeiras da empresa como “perdas possíveis”, o que significa que a Petrobras não provisionou nenhum deles, destaca.

Contudo, embora o número seja alto (cerca de 10% do valor de mercado da empresa), os analistas não acreditam que a Petrobras chegará perto de pagar esse valor integral por uma série de razões: (a) para começar, a empresa pode ganhar todas as ações restantes; (b) as decisões não são definitivas, cabendo recurso judicial; (c) historicamente, o governo tem concedido programas especiais de anistia para acordos que normalmente diminuem substancialmente o valor final do passivo, conforme a proposta apresentada nesta semana.

Sobre esse último ponto, os analistas do banco lembram que, em 2013, a Vale (VALE3) entrou em um grande programa REFIS que concedia 50% de desconto nos juros, 80% nas multas, 100% nos honorários advocatícios e até 15 anos para pagar. Nesse caso, o valor nominal foi cerca de 49% do original e o Valor Presente Líquido (VPL) foi estimado em 34% do original.

Mais importante ainda, o acordo com a OAB aponta que, em caso de derrota dos contribuintes no CARF, a dívida pode: (a) excluir multas, juros e pode usar outros prejuízos fiscais propor um acordo para pagamentos em 90 dias; e (b) pagar o débito em 12 parcelas.

O JP ressalta que, segundo reportagens, tributaristas acreditam que pode haver até 70% de desconto no total ou mesmo apenas uma saída de caixa de 10% se as compensações forem usadas. Se o contribuinte decidir entrar com uma discussão judicial, apenas o valor das multas seria descontado. Esse acordo ainda precisa ser aprovado pelo Congresso ou pelo STF.

“Portanto, embora o número seja alto, acreditamos que o impacto potencial para a Petrobras provavelmente não seja material”, avalia o JP.

The post Petrobras (PETR4) tem mais de R$ 30 bi em disputa no Carf: o que muda com a volta do voto de qualidade? appeared first on InfoMoney.

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