• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
China pede à OMC maior supervisão sobre tarifas unilaterais
3 de junho de 2025
Reino Unido temporariamente isento do aumento de tarifas dos EUA sobre aço e alumínio
4 de junho de 2025
Published by on 4 de junho de 2025
Categories
  • Sem categoria
Tags

As medidas em estudo pelo governo federal visando a arrecadação de receitas extras junto ao setor de petróleo precisam estar amparadas pela “legalidade e previsibilidade”, sob o risco de comprometer “gravemente” a segurança jurídica de contratos e o ambiente de negócios, disse o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) nesta terça-feira.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou na véspera ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pacote de medidas que poderia elevar a arrecadação em R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 15 bilhões em 2026, segundo a pasta, enquanto o governo busca fontes alternativas ao aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

SAIBA MAIS: Fique por dentro dos melhores conteúdos do Money Times sem pagar nada por isso; veja como

Além da principal medida, que seria um leilão de áreas da União já em produção no pré-sal, com potencial de arrecadar R$ 15 bilhões, Silveira apresentou ao presidente Lula diversas outras medidas que dependeriam de processos e decisões regulatórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Mas o IBP, que representa as principais petroleiras com atuação no Brasil, como Petrobras e Shell, fez uma advertência.

“A alteração nas alíquotas de participação especial de contratos existentes ou a revisão do preço de referência, sem o devido atendimento dos requisitos legais, comprometem gravemente a segurança jurídica dos contratos e do ambiente de negócios”, disse o instituto, em nota.

Ambos os temas são parte do pacote de medidas de Silveira.

“Medidas abruptas, neste momento, poderiam ter um impacto negativo significativo, inclusive sobre o leilão de áreas exploratórias da ANP, que acontece agora em junho, e contratos já assinados, afetando a confiança dos investidores, o risco do país e o futuro da indústria brasileira.”

A participação especial é uma compensação financeira extraordinária devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural para campos de grande volume de produção.

Alteração por decreto

Silveira defendeu que poderia haver uma alteração em decreto de participação especial até o fim de junho de 2025, o que nos cálculos do ministério traria cerca de R$ 2 bilhões à União e R$ 2 bilhões aos Estados e municípios ainda neste ano.

O ministro também sugeriu a possibilidade de a ANP rever os preços de referência de petróleo até o final de julho, trazendo R$ 1 bilhão aos cofres da União também em 2025. Essa referência funciona como base de cálculo para a aferição de impostos na comercialização do petróleo dentro do país e também para o recolhimento de royalties.

Tal revisão já está em estudo há anos na ANP e é defendida pela Associação Nacional dos Refinadores Privados (RefinaBrasil). Para essa entidade, a não correção no preço de referência provoca prejuízos ao setor de refino local, em razão de uma distorção regulatória e tributária que torna mais vantajoso exportar do que vender o petróleo no país.

Na mesma linha, analistas do Citi indicaram em relatório a clientes que a revisão do preço de referência do petróleo e o possível aumento no pagamento de participação especial seriam medidas negativas para petroleiras no Brasil, “sendo a Petrobras a empresa mais afetada”.

“Embora as medidas ainda não tenham sido aprovadas, vemos as mudanças potenciais como negativas para o setor, não apenas pelo impacto negativo potencial na rentabilidade das empresas de petróleo, mas também pelas incertezas que cercarão os novos investimentos em projetos de exploração, aumentando o risco regulatório”, afirmaram os analistas.

Mais cedo nesta terça-feira, Silveira defendeu a jornalistas em um evento em Minas Gerais que sua lista de medidas poderia “facilitar e abrir mais portas para investimentos nas políticas públicas do país”.

Reforço de caixa

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou a repórteres em Brasília nesta terça-feira que a arrecadação com a venda de áreas já em operação e não contratadas do pré-sal deverá reforçar as contas públicas neste ano, inclusive porque o governo já encaminhou ao Congresso projeto de lei pedindo autorização para uma operação desta natureza.

Haddad reforçou que a equipe econômica deu aval ao texto, após seu secretário-executivo, Dario Durigan, já ter admitido uma expectativa de arrecadação de cerca de R$ 15 bilhões com a investida, que havia sido revelada em abril pela Reuters.

“Pelo menos metade deste valor (total do pacote do MME) anunciado pelo ministro já está contabilizado para este ano, para fechar a meta fiscal,” disse Haddad.

Ele reforçou que as medidas adicionais poderão ajudar as contas públicas, mas frisou que são ações pontuais e não estão no âmbito do pacote estrutural que está sendo negociado com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado “para dar um conforto pro país de médio a longo prazo para que nós tenhamos um bom ano de 2026.”

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria


Read more
4 de fevereiro de 2026

Risco climático ganhará peso crescente na classificação soberana, diz Fitch


Read more
3 de fevereiro de 2026

Ministério de Portos e Aeroportos inicia roadshow para leilão do Galeão


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress