As cotações de petróleo têm forte queda com as consequências do colapso do Silicon Valley Bank – a maior quebra desde a crise financeira de 2008 – se espalhando pelos mercados.
Às 10h30 (horário de Brasília), o contrato do WTI para abril caía 4,59%, a US$ 73,16 o barril, enquanto o brent para maio tinha baixa de 4,20%, a US$ 79,30.
A turbulência acrescentou mais volatilidade ao petróleo, que foi impactado este ano por preocupações com o aperto na política monetária dos Estados Unidos e otimismo em relação à recuperação econômica da China. Muitos observadores do mercado ainda estão otimistas com as perspectivas de longo prazo, com a Saudi Aramco prevendo que o consumo provavelmente atingirá um recorde de 102 milhões de barris por dia até o final de 2023.
“Os preços do petróleo bruto continuam voláteis, seguindo o nível geral de risco”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank. Embora a resposta à crise do SVB apoie as commodities (com novas projeções de que o Fed não subirá mais os juros no curto prazo, além de visão de estímulos), “o risco de uma recessão nos EUA se fortaleceu com base nesses desdobramentos”, afirma.
Os traders têm pago grandes prêmios por opções de venda, já que o fim do SVB levou alguns a se protegerem contra o risco de uma queda no preço do petróleo. O prêmio das opções de venda sobre as opções de alta subiu na semana passada para o nível mais alto desde novembro de 2022.
Saiba tudo sobre a crise do SVB
Olhando para o cenário do petróleo em si, relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e da Agência Internacional de Energia a serem divulgados nesta semana fornecerão mais pistas sobre o cenário para o mercado e as perspectivas de oferta e demanda.
(com Bloomberg)
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