• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Trump aberto a apoiar grupos armados contra regime do Irã, diz WSJ
3 de março de 2026
Williams diz ser cedo demais para avaliar impacto da guerra com Irã na economia dos EUA
3 de março de 2026
Published by on 3 de março de 2026
Categories
  • Sem categoria
Tags

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil acumulou alta de 2,3% em 2025, somando R$ 12,7 trilhões. Sob efeito dos juros altos e dos desafios estruturais na economia, o resultado divulgado nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra a desacelerção da atividade, se comparado a 2024, quando o PIB avançou 3,4%.

No quarto trimestre, a economia patinou e registrou um avanço de 0,1% que, embora em linha com as expectativas, coloca o dado em patamar quase nulo. 

Na reta final do ano, o consumo das famílias ficou estagnado (0,0%), enquanto setores dependentes de crédito sofreram fortes reveses, como o comércio, que encolheu 0,3%, e a construção civil, que amargou um recuo expressivo de 2,3%.

A economia de duas velocidades

A abertura dos dados indica uma dinâmica econômica dividida. De um lado, setores ligados à exportação e menos dependentes do crédito interno garantiram o resultado azul do ano. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, explica que a força motriz esteve no campo e na indústria extrativa. Segundo a especialista, os destaques do crescimento foram a agropecuária, que foi a maior taxa com 11,7%, com safras recorde de soja e milho, além do extrativismo mineral, com foco na extração de petróleo e gás.

Rodolfo Margato, economista da XP, também ressalta que a agropecuária e a indústria extrativa (que saltou 8,6% no ano) foram os verdadeiros protagonistas. “Sem a contribuição desses dois setores menos sensíveis à política econômica, o PIB teria crescido algo como 1,3%, bem inferior aos 2,3%”.

Para a equipe econômica do Banco Bradesco, a economia ficou praticamente parada no segundo semestre do ano passado, com desaceleração importante da demanda doméstica. “Os efeitos da política monetária restritiva sobre a atividade econômica tem se acumulado e têm contribuído para a desaceleração da inflação”, avaliam, em documento.

Demanda interna perde tração

Quando analisados os dados de demanda e consumo, a fraqueza do fechamento de 2025 fica mais clara. Rebeca Palis destaca os números que mostram a desaceleração do crescimento do consumo das famílias, que passou de uma alta de 5,1% em 2024 para apenas 1,3% no consolidado de 2025. Para a coordenadora do IBGE, isso se deve principalmente à política monetária restritiva e também ao recorde de endividamento das famílias.

PIB 2025 e o acumulado no ano por setor (Crédito: Reprodução/IBGE)

A análise de Laura Moraes, economista da Neo Investimentos, reforça essa fadiga. Ela observa que a composição do PIB no quarto trimestre frustrou as expectativas, especialmente no front interno. A economista destacou que o mercado aguardava uma leve alta de 0,2% no consumo das famílias, mas o resultado foi zero. “Pelo segundo trimestre consecutivo, o consumo das famílias ficou praticamente de lado, o que mostra um pouco mais de fraqueza”, avalia.

O ambiente de juros elevados também penalizou os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que registrou queda de 3,5% no quarto trimestre. 

O principal vilão desta rubrica foi a construção civil. Laura Moraes chama atenção para a complexidade deste setor específico, ponderando que, apesar do recuo nos números oficiais do PIB, há relatos de falta de mão de obra nos canteiros, o que indica ciclos longos de maturação das obras que ainda tentam se equilibrar frente ao encarecimento do crédito.

O que esperar para 2026?

Diante do esgotamento evidenciado no fim de 2025, o mercado projeta um cenário de crescimento moderado para 2026, altamente dependente de estímulos e de um afrouxamento monetário. 

A expectativa é que o início do ciclo de cortes da taxa Selic, possivelmente no ritmo de 50 pontos-base, reanime (um pouco) o comércio e a indústria, embora os juros devam encerrar o ano em patamar ainda elevado.

Rafaela Vitoria, economista-chefe do banco Inter, avalia que o engessamento da economia provou que há um cenário adequado para o início do ciclo de redução na Selic, apesar das pressões externas do petróleo. “Há espaço para o Banco Central iniciar os cortes na taxa básica de juros no ritmo de 0,50 ponto percentual, o que traria alívio aos setores estrangulados pelo crédito”, avalia.

Segundo Rodolfo Margato, a XP projeta um avanço de 2,0% para o PIB de 2026. O economista aposta em uma bateria de medidas governamentais para sustentar a absorção interna, citando a aceleração de concessões de crédito, incentivos à construção civil — como a ampliação de limites do programa Minha Casa, Minha Vida —, além de estímulos para renovação de frotas e auxílios de renda. 

Margato calcula que essas ações vão injetar fôlego novo na economia: “A estimativa é de impacto de até 0,9 ponto porcentual dessas medidas sobre o crescimento do PIB total em 2026, ou seja, respondendo por quase metade do crescimento de 2% projetado para este ano”. 

Em contrapartida, outras alas do mercado, como o Banco Bradesco, demonstram maior cautela. A estimativa é de uma desaceleração mais pronunciada, prevendo um avanço de 1,5% para o agregado ao fim de 2026.

The post PIB 2025 mostra consumo empacado e recuo da construção sob aperto dos juros appeared first on InfoMoney.

Share
0

Related posts

5 de março de 2026

EUA avaliam ação no mercado futuro de petróleo para combater picos de preços, diz autoridade da Casa Branca


Read more
5 de março de 2026

FGC antecipa 60 meses de contribuições e reforça caixa em R$ 32,5 bilhões


Read more
5 de março de 2026

Ataques dos EUA e Israel não conseguem enfraquecer controle do regime iraniano, dizem autoridades


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress