O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Brasil continuou na região que significa de expansão da atividade em janeiro, em 50,7, mas o indicador representou uma queda em relação aos 51,0 registrados em dezembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela S&P Global.
O PMI composto, que agrega serviços e indústria, subiu de 49,1 em dezembro para 49,9 em janeiro e, portanto, ainda ficou abaixo do nível neutro (50,0), que separa a contração da expansão.
Os participantes da pesquisa mencionaram aumento das vendas no mês e conquistas de novos clientes, mas as empresas que citaram queda mencionaram demanda mais fraca por seus serviços
A incerteza em relação à economia e ruídos na política levaram a confiança nos negócios para o seu nível mais baixo em um ano e meio, segundo a S&P Global. Em meio a relatos de perda de poder da moeda, custos salariais mais elevados e o restabelecimento do ICMS sobre combustíveis, a inflação dos preços de insumos acelerou a partir de dezembro. Houve também um aumento mais acentuado nos preços cobrados pela prestação de serviços.
Para Pollyanna De Lima, diretora associada da S&P Global Market Intelligence, o setor de serviços do Brasil conseguiu manter a cabeça acima da água no início de 2023, sustentando o crescimento de novos negócios e produção quando foram registradas contrações no setor industrial.
Ela disse que as taxas de expansão foram as mais lentas em 20 meses, com uma retomada iminente a curto prazo parecendo altamente improvável. “Vários fatores continuaram a diminuir a demanda interna de serviços, incluindo custos de empréstimos mais elevados, inflação, incerteza fiscal e questões políticas”, listou.
Pollyanna disse ainda que as empresas estavam preocupadas que tais problemas pudessem afetar negativamente as perspectivas de crescimento, mas havia um sentimento geral de que a atividade de negócios aumentará ao longo dos próximos 12 meses caso o BC faça cortes nas taxas de juros, a inflação seja contida e aconteça uma melhora no cenário econômico.
“Enquanto as avaliações das empresas para as perspectivas são baseadas em um horizonte de 12 meses, por enquanto a probabilidade de que a política monetária seja atenuada e a inflação recue é muito baixa. Os índices de preços do PMI mostraram aumentos mais fortes nos preços de insumos e preços de venda, em parte devido ao real mais fraco e à retomada do ICMS.”
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