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27 de janeiro de 2026
Published by on 27 de janeiro de 2026
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O crescimento dos gastos do governo está elevando a proporção de dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de forma escalonada, o que fará com que, em breve, o país não consiga honrar o pagamento de títulos do Tesouro Direto emitidos com prazos longos. A análise é de Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset Management, em conferência organizada pelo UBS, em São Paulo.

Para Stuhlberger, caso os gastos sigam elevados em um eventual quarto mandato do governo Lula, isso poderá pressionar a inflação e manter o juro real em patamar elevado, mesmo com a queda da Selic – o juro real é a diferença entre a taxa básica de juros, excluindo a inflação. Assim, se a Selic cair e a inflação aumentar, o juro real seguirá inalterado.

Atualmente, o juro real está em 9,44%, patamar considerado longe do ideal para manter a economia crescendo sem gerar inflação.

Leia também: Até onde vai a Selic? XP projeta juro em 12,50% em 2026 e em 11% ao fim de 2027

Juros longos ‘estressados’

Segundo Stuhlberger, o juro longo no Brasil é um ponto de preocupação, sendo considerado “muito estressado”.

Comparando os títulos brasileiros com os dos Estados Unidos, como a TIP – papéis do Tesouro dos Estados Unidos com prazo de até 30 anos e que oferecem pagamento de juros semestrais –, Stuhlberger diz que os papéis nacionais estão, em média, 5% acima dos americanos, e 0,7% acima da média histórica. Para ele, isso sugere que o juro longo brasileiro está “fora do lugar”, com um “Fair Price” de 7,60% a 7,70% antes das eleições.

Na avaliação do CEO da Verde Asset, um dos motivos para essa situação é a emissão contínua de títulos pelo Tesouro Nacional, sem considerar o estresse do mercado de juros longos, ao contrário de gestões anteriores que diminuíram a emissão de juros longos e concentravam no curto prazo em momentos de estresse.

“Qual a chance do Brasil pagar juro real de 8% nos próximos 10 anos? Nenhuma”, afirmou, durante o Latin America Investment Conference (LAIC) 2026, que aconteceu em São Paulo nesta terça-feira (27).

Leia também: Juro do Tesouro IPCA+ segue nas alturas mesmo com inflação ‘controlada’; por quê?

Dívida pública

A dívida pública brasileira, por sua vez, é um tema central na análise de Stuhlberger.

De acordo com uma projeção do Tesouro Nacional, a dívida bruta subirá a 83,6% do PIB no fechamento deste ano, ante uma previsão de 79,3% do PIB em 2025. Ao mesmo tempo, a carga tributária, ferramenta usada para aumentar a arrecadação, chegou a 32,2% do PIB em 2024 – alta de 1,98 ponto percentual em relação ao ano anterior –, de acordo com dados recentes da Receita Federal divulgados em dezembro do ano passado. Caso não tivessem sido feitas mudanças na metodologia do cálculo do indicador, o porcentual chegaria a 34,12%

Somando-se a isso a carga não tributária (royalties, concessões, dividendos de estatais), o gasto total é de 38% do PIB, o que é considerado “insano” e insustentável a longo prazo.

“É um negócio insano e insustentável no longo prazo”, afirma.

Aposentadoria vinculada à inflação

Considerando cenários eleitorais, Stuhlberger diz que em um eventual cenário em que Lula seja reeleito e entre em seu quarto mandato, uma possibilidade de diminuir os gastos públicos seria vincular o reajuste das aposentadorias pela Previdência Social à inflação. Atualmente, os benefícios são reajustados pelo salário mínimo, que tem uma política de valorização acima do IPCA.

“Falar que ele vai gastar menos é difícil, mas se ele anunciar uma medida que o mercado goste, como desvincular a Previdência salário mínimo, que teria efeito na dívida pública, isso já acalmaria o mercado”, afirma.

The post ‘Qual a chance de pagar títulos longos com juro real em 8%? Nenhuma’, diz Stuhlberger appeared first on InfoMoney.

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