• (44) 0000 - 0000
  • contato@the7consultoria.com.br
logotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabillogotipo-the7-consultoria-empresarial-contabil
  • Home
  • Profissionais
  • Serviços
  • Notícias
✕
Após assegurar mais assentos no Congresso argentino, Milei terá que buscar coalizão para reformas
29 de outubro de 2025
Ramaphosa otimista sobre progresso em acordo comercial com os EUA
29 de outubro de 2025
Published by on 29 de outubro de 2025
Categories
  • Sem categoria
Tags

A escalada da violência no Rio de Janeiro não traz apenas preocupações com os custos políticos, sociais e até de reputação para o Estado e o país, mas também perdas financeiras bilionárias. Essa conta não é fácil de fazer porque envolve não só o que é diretamente perdido em gastos públicos e privados com a segurança, mas também o que se deixa de ganhar. A última estimativa disponível contabiliza um custo de 11% do PIB, ou seja, mais de R$ 1 trilhão por ano por conta da violência.

Os dados vêm do Atlas da Violência, que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realiza todos os anos em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Num cálculo anterior do próprio Ipea, morte violenta custa em média R$ 1 milhão aos cofres públicos, isso se forem considerando gastos com sistema de saúde, previdência, segurança, processos judiciais e até a perda de produtividade.

Só nessa conta, são mais de R$ 46 bilhões gastos anualmente apenas com os homicídios.

E isso porque a taxa de homicídios no Brasil recuou para 21,2 registros em cada 100 mil habitantes em 2023, uma redução de 2,3% na comparação com 2022. As estatísticas oficiais mostram que o Brasil registrou 45.747 homicídios em 2023, a menor taxa em 11 anos

Especificamente no Rio de Janeiro, um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estimou que a violência causa uma perda deaté R$ 11,48 bilhões por ano, o que representa 0,9% do PIB do estado.

Os dados, porém podem variar porque há quem contabilize apenas os custos diretos enquanto outros  tentam dimensionar o que se perde ou se deixa de ganhar indiretamente.

Leia também: Drones, bloqueios, letalidade: o que foi inédito na megaoperação que parou o Rio

Estudo do BID

No final do ano passado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), presidido pelo brasileiro Ilan Goldfajn, publicou o estudo “Os Custos do Crime e da Violência: Expansão e Atualização das Estimativas para a América Latina e o Caribe”, mostrando que os gastos diretos ligados ao crime tinham atingido em 2022 3,44% do PIB da região (22 países), praticamente inalterados em relação ao estudo anterior.

Segundo o banco, o custo do crime é equivalente a 78% do orçamento público para educação nesses países, o dobro do orçamento público para assistência social e 12 vezes maior que o orçamento destinado para pesquisa e desenvolvimento.

Para o Brasil, a estimativa é que esses gastos tinha passado de até 3,65% do PIB em 2014 para até 3,92% em 2022.

A conta principal abrange os “custos diretos” que o crime e a violência geram em termos de: capital humano perdido por homicídios, crimes não letais reportados e privação de liberdade; gastos de empresas privadas para prevenir o crime; e gastos públicos para responder ao crime e preveni-lo. Mas é feita a ressalva que, entre os “custos indiretos”, estão efeitos na atividade turística, na migração e até na produtividade das empresas.

A pesquisa também compara o custo direto do crime na América Latina e no Caribe com seis países europeus – Polônia, Irlanda, República Tcheca, Portugal, Países Baixos e Suécia – onde esses custos médios são de 2% do PIB — ou seja, 42% menos do que na América Latina e no Caribe. Assim, reduzir o custo do crime para esses níveis daria à América Latina e ao Caribe o equivalente a quase 1% do PIB para investir em programas de bem-estar social.

O estudo oferece recomendações chave de políticas públicas para a região. Estas incluem o fortalecimento das instituições públicas para melhorar a eficiência dos gastos, focando em intervenções baseadas em evidências e fortalecendo os sistemas de justiça enquanto investem em educação e serviços sociais para abordar as causas raízes do crime, especialmente em áreas de alto risco. E enfatiza a importância de melhorar a coleta de dados e a pesquisa para entender melhor o crime e a violência.

The post Quanto a violência custa ao Brasil? A conta já passou do trilhão appeared first on InfoMoney.

Share
0

Related posts

4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more
4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more
4 de fevereiro de 2026

Fluxo de passageiros no Galeão cresce mais de 20% em 2025; governo revoga mais assageiros no Santos Dumont


Read more

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2026 Betheme by Muffin group | All Rights Reserved | Powered by WordPress