A empresa petrolífera BP anunciou que interrompeu temporariamente a rota de seus navios pelo Mar Vermelho por questões de segurança. A região tem sido alvo frequente de ataques a embarcações comerciais atribuídos aos rebeldes Houthi do Iêmen, aliados do Irã.
A decisão veio dias depois de grandes empresas de transporte, como Maersk, MSC, CMA CGM Group e Hapag-Lloyd já terem redirecionado sus rotas para o Cabo da Boa Esperança.
A mudança é sensível para o comércio global porque, na estreita faixa navegável que separa o Iêmen da África Oriental, levando ao Canal de Suez, passam cerca de 10% do comércio mundial.
Mais de 20 navios relataram incidentes nos últimos meses, muitos deles em torno do estreito Bab al-Mandab, que separa a Península Arábica da África.
Calcula-se que o redirecionamento dos navios para Cabo da Boa Esperança acrescente duas semanas ao transporte além do que seria gasto se a rota pelo estreito de Bab al-Mandab, ao sul do Canal de Suez, fosse mantida. E isso traz um natural impacto em gasto de combustível, necessidade de mais navios e atrasos em entregas, afetando os preços dos fretes internacionais.
Segundo agências internacionais, a BP, descreveu a decisão como uma “pausa de precaução” e que iria priorizar a segurança das tripulações.
A Reuters lembra que os Houthi do Iêmen, alinhados ao Irã, estão desempenhando um papel crescente no conflito no Oriente Médio, atacando navios no Mar Vermelho e disparando drones e mísseis contra Israel, em apoio aos palestinos na Guerra da Faixa de Gaza.
Com tensão na região e os prejuízos ao comércio internacional, a expectativa é que os Estados Unidos devam devem anunciar a criação de uma força de proteção marítima mais ampla, envolvendo inclusive estados árabes, para combater os ataques cada vez mais frequentes dos Houthi.
The post Risco de ataques faz BP redirecionar transporte marítimo e evitar o Mar Vermelho appeared first on InfoMoney.