O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta terça-feira (27) um decreto que veta a exportação do petróleo russo para países que aplicarem o teto sobre os preços da commodity, estabelecido em US$60 o barril pela Austrália, União Europeia (UE) e G7.
Segundo o documento, “o abastecimento de petróleo e de produtos petroleiros russos a entidades jurídicas estrangeiras e outros particulares está proibido”, caso a nação implemente o limite de preços.
A medida entrará em vigor a partir do dia 1º de fevereiro e conta com uma cláusula que permitirá que Putin anule a proibição em situações especiais, que ainda não foram especificadas.
A decisão do Kremlin é uma retaliação aos países ocidentais, que chegaram a um acordo para introduzir teto nos preços do petróleo produzido pela Rússia.
“Em conexão com ações hostis e contraditórias do direito internacional dos Estados Unidos e de nações estrangeiras e organizações internacionais que se unem a eles” e com o objetivo de salvaguardar os interesses nacionais russos, diz o texto.
De acordo com o decreto, o Ministério da Energia de Moscou será responsável por monitorar periodicamente a implementação do decreto.
A UE, o G7 e a Austrália tentam atingir mais uma importante fonte de recursos para o regime de Putin, que usa as receitas com commodities energéticas para financiar sua guerra na Ucrânia, além de frear os preços do petróleo no mercado internacional.
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