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79% dos brasileiros acreditam que economia é feita para favorecer ricos, diz pesquisa
3 de dezembro de 2025
Dívida externa do Brasil tem recuo em 2024 e fica em US$ 605,4 bi, diz Banco Mundial
3 de dezembro de 2025
Published by on 3 de dezembro de 2025
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A média salarial de todas as pessoas ocupadas no Brasil em 2024 foi de R$ 3,208 mil, mas alguns cargos e funções hierarquicamente superiores ou que exigem um grau de instrução mais elevado mais do dobraram esse valor no ano passado. O dado está na Síntese de Indicadores Sociais que o IBGE divulgou nesta quarta-feira (3)

O instituto desagregou esse dado de rendimento em 10 grandes grupos ocupacionais e constatou que diretores e gerentes receberam, em média, R$ 8,721 mil mensais no ano passado, seguidos por membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares (R$ 6,749 mil), e profissionais das ciências e intelectuais (R$ 6,558 mil).

Já o grupo técnicos e profissionais de nível médio apresentou um resultado (R$ 4,148 mil — em torno de 29,3% acima da média nacional.

Fonte: IBGE

Leia também: Com 8,3 milhões de trabalhadores, idosos têm nível de ocupação recorde

Outros cinco grupos tiveram rendimentos médios similares, mas sempre abaixo da média nacional: operadores de instalações e máquinas e montadoras (R$ 2,657 mil); trabalhadores de apoio administrativo (R$ 2,457 mil); trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio e dos mercados (R$ 2,393 mil); trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção, das artes mecânicas e outros ofícios (R$ 2,371 mil); e trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca (R$ 2,250 mil).

Por fim, o grupo “ocupações elementares” registrou o rendimento mais baixo entre os grandes grupos ocupacionais (R$ 1,454 mil), o que representou menos da metade da média nacional.

Desigualdade por sexo, cor e raça

Assim como em outros estudos do IBGE, ficou escancarada a desigualdade salarial por cor, raça e gênero. Pessoas de cor ou raça branca obtiveram um rendimento habitual maior que as de cor ou raça preta ou parda em todos os grupos ocupacionais.

Na média, no Brasil, o rendimento das pessoas de cor ou raça preta ou parda representou 60,3% do rendimento das de cor ou raça branca. O grupo ocupacional de trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca, na qual as pessoas de cor ou raça preta ou parda receberam 49,1% do rendimento das pessoas de cor ou raça branca, registrou a proporção mais distante.

Por outro lado, no grupo em que essa diferença foi menor – membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares –, as pessoas de cor ou raça preta ou parda obtiveram um rendimento que foi 87,1% do rendimento das de cor ou raça branca.

Em relação à desigualdade por sexo, há também uma diferença significativa, visto que o rendimento médio real habitual das mulheres foi 78,6% do rendimento dos homens em 2024; novamente com a exceção do grupo membros das FA, policiais e bombeiros militares, no qual o rendimento das mulheres foi maior do que o dos homens e atingiu a proporção de 112,4%.

O rendimento das mulheres nos demais grupos permaneceu abaixo, tendo as menores proporções registradas nos grupos trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção, das artes mecânicas e outros ofícios; e trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio e mercados, nos quais as mulheres obtiveram um rendimento correspondente a 63,8% do rendimento dos homens em 2024.

Fonte: IBGE

Leia também: IBGE: Em um ano, 8,6 mi de brasileiros deixaram a pobreza, e 1,9 mi saíram da miséria

Nível de instrução explica

O nível de instrução, é uma variável com forte relevância na inserção nos grandes grupos ocupacionais. Nos três grandes grupos hierarquicamente com o maior rendimento habitual de todos os trabalhos — diretores e gerentes; membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares; e profissionais das ciências e intelectuais, o nível de instrução com o Ensino Superior completo alcançou, em 2024, valores consideravelmente acima da média nacional (23,4%), com destaque para profissionais das ciências e intelectuais (90,0%).

Já os grupos ocupacionais trabalhadores de apoio administrativo e técnicos e profissionais de nível médio alcançaram as proporções mais altas de instrução com o Ensino Médio completo e Superior incompleto, respectivamente, 61,3% e 60,3%.

Foram verificadas as percentagens mais altas de nível de instrução até o fundamental completo ou Médio incompleto nos grupos “ocupações elementares” (62,5%) e trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca (72,1%).

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