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Published by on 2 de setembro de 2025
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A Selic em patamar elevado já começa a bater na atividade econômica e deve ajudar na desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos trimestres, avalia economista do Santander, Gabriel Couto.

Segundo ele, setores mais sensíveis a crédito, como indústria de transformação, construção civil e serviços, já apresentam sinais de impacto, refletindo o efeito da política monetária restritiva sobre a economia.

A atividade brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025 (2T25), uma desaceleração frente ao avanço de 1,4% nos três primeiros meses do ano.

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Os setores de serviços (0,6%) e indústria (0,5%) compensaram a variação negativa da agropecuária (-0,1%). O consumo das famílias avançou 0,5%, mas o recuo do consumo do governo (-0,6%) e a queda dos investimentos (-2,2%) pressionaram o ritmo da atividade.

Para Couto, o fim do impulso sazonal da agropecuária é o principal fator que explica a desaceleração do PIB. “No primeiro trimestre, houve um impulso grande vindo da safra de grãos, da própria sazonalidade do agro. Daqui para frente, entre o segundo e o quarto trimestre, não teremos mais esse impulso”, disse em entrevista ao Money Times.

O economista lembra ainda que, apesar da desaceleração, o impulso fiscal recente ajuda a manter algum crescimento, mas não é suficiente para contrabalançar completamente os efeitos da Selic alta.

Para o terceiro trimestre, o Santander projeta crescimento de 0,4%, repetindo o desempenho do 2T25. Já no quarto trimestre, a atividade deve perder força, podendo ficar próxima de 0%, levando o crescimento anual de 2025 a 2%.

Leia a entrevista com o economista do Santander

Money Times: O que levou o PIB a desacelerar no segundo trimestre deste ano?

Gabriel Couto: O mais óbvio e direto, quando comparamos o primeiro trimestre com o segundo, é o fim da influência da agropecuária.

No primeiro trimestre, houve um impulso grande vindo da safra de grãos, da própria sazonalidade do agro. Daqui apra frente, entre o segundo e o quarto trimestre, não teremos mais esse impulso. Pelo contrário, a tendência é de variações negativas na agropecuária.

Além disso, olhando para a parte mais cíclica do PIB, como indústria de transformação, construção civil e até o consumo das famílias, vemos cada vez mais os efeitos da política monetária restritiva. Esses segmentos cíclicos estão começando a sofrer mais, o que também explica a desaceleração do PIB.

Money Times: A política monetária restritiva deve continuar fazendo efeito até o final do ano?

Couto: Eu acredito que sim, porque a política monetária tem defasagens. O que o Banco Central fez entre o fim do ano passado e o início deste ano começa a aparecer agora em alguns dados de atividade. Isso deve continuar à frente, mesmo com o ciclo de alta já interrompido.

Os setores mais sensíveis a crédito devem sentir mais os efeitos da política monetária. Então, além da indústria de transformação, que já sofre bastante, a construção civil também deve continuar pressionada, ainda que tenha mostrado resiliência nos últimos anos.

Nos serviços, a desaceleração do consumo das famílias pode se refletir em perda de fôlego, tanto nos serviços voltados às famílias quanto às empresas. Ou seja, há reflexos cruzados entre indústria, serviços e consumo. Mas, ao mesmo tempo, há forças contrárias com o impulso fiscal recente.

Money Times: O resultado do PIB no 2T25 ajuda o Banco Central na decisão de juros?

Couto: Acreditamos que não trouxe surpresas relevantes. Foi uma desaceleração esperada, sem mudanças na percepção de atividade. Esse dado reforça o cenário atual de manutenção da taxa de juros por um período prolongado.

Em nosso cenário, a Selic deve permanecer estável até o fim do ano, com início do afrouxamento apenas em 2026.

Money Times: Quando o BC deve iniciar o afrouxamento monetário?

Couto: Consideramos a primeira reunião de 2026, mas admitimos que pode ter algum deslocamento para frente.

Começaria com um corte de 0,50 ponto percentual. O cenário é de quatro cortes seguidos de 0,50, levando a Selic de para 13% ao fim do ano.

Money Times: Há riscos de eventuais surpresas que podem jogar o PIB para cima?

Couto: A política fiscal, principalmente no terceiro trimestre, pode mitigar um pouco os efeitos mais contracionistas.

Outro risco positivo — o principal — é o mercado de trabalho, que segue robusto. Não vemos sinais de arrefecimento imediato nem de aumento rápido da taxa de desemprego. Isso pode gerar impulsos adicionais para o PIB.

No entanto, na nossa avaliação, a política monetária e as condições de crédito devem pesar mais adiante, e em algum momento o mercado de trabalho também tende a sentir.

Money Times: A desaceleração da economia deve continuar nos próximos trimestres?

Couto: Sim. Para o terceiro trimestre, trabalhamos com crescimento de 0,4%, repetindo o resultado do segundo trimestre porque o impulso fiscal mantém o crescimento.

Já no quarto trimestre, estamos com um número ao redor de 0%. Provavelmente, pode ser um pouco negativo, talvez -0,1%. Com a ausência desse impulso fiscal, os efeitos acumulados da política monetária devem pesar mais, levando a uma atividade mais fraca.

Para o ano de 2025, estamos trabalhando com 2% de crescimento.

Money Times: Qual é a projeção para 2026?

Couto: Projetamos crescimento de 1,5%. Curiosamente, o crescimento médio trimestral pode ser até maior do que em 2025, mas o carregamento estatístico será menor, o que limita o resultado anual.

Além disso, consideramos início de afrouxamento monetário já no começo de 2026, o que deve ajudar no segundo semestre.

Ainda assim, o resultado cheio do ano tende a ser menor do que em 2025.

Money Times: E quanto ao fiscal em 2026, vocês veem risco maior?

Couto: O principal ponto no radar é a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Isso aumenta a renda disponível logo no início do ano e pode impulsionar o consumo. Já incorporamos esse efeito nas nossas projeções, mas é um risco fiscal relevante para a atividade.

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