O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,3% em junho em relação a maio e teve alta de 2,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Os números superaram as estimativas médias compiladas pela Reuters, com projeção de queda de 0,1% na base mensal e de alta de 2% na comparação anual.
Com isto, o setor acumula ganho de 2,0% desde fevereiro e renova o ponto mais alto de sua série, alcançado em outubro de 2024.
A alta no mês se deve aos serviços de transportes, que registraram a única taxa positiva do mês, com crescimento de 1,5%. Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, dentro do setor foi identificado um crescimento mais acentuado tanto do transporte de cargas como do aéreo de passageiros.
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“O avanço do transporte aéreo está correlacionado com o menor preço das passagens aéreas nos últimos três meses, o que aumentou a receita real das empresas aéreas”, explicou. “Já o transporte de cargas está relacionado com um dinamismo um pouco maior da economia, porque esse segmento está ligado ao escoamento de safra, insumos e bens industriais”.
Entre os demais setores, todos com taxas negativas, destacam-se as perdas no ramo de outros serviços (-1,3%), e nos serviços prestados às famílias (-1,4%). Houve ligeiras variações negativas em informação e comunicação (-0,2%) e profissionais, administrativos e complementares (-0,1%). Apesar da taxa negativa, este setor contou com avanços nas atividades jurídicas e de consultoria em gestão empresarial, o que suavizou a perda em relação ao mês de maio, quando avançou 0,9%.
“O avanço das atividades jurídicas se deve a ganhos de causas de escritórios de advocacia”, comentou Rodrigo Lobo. “É um movimento pontual. Já as consultorias em gestão empresarial estão ligadas a um movimento de modernização, otimização de processos, minimização de custos e alargamento das margens de lucro das empresas”.
O crescimento nacional foi acompanhado por onze das 27 unidades da federação, com os maiores impactos positivos vindo do Distrito Federal (2,3%) e do Paraná (0,8%).
No acumulado de janeiro a junho deste ano, o volume de serviços teve expansão de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. A maior contribuição positiva ficou com o ramo de informação e comunicação (6,2%), puxado pelos serviços de tecnologia da informação. Outros crescimentos importantes vêm do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,7%), com destaque para o transporte aéreo, e também do setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (2,3%), com destaque para o agenciamento de espaços de publicidade e a consultoria em gestão empresarial. O crescimento foi acompanhado por 20 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo (3,9%).
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