O setor público consolidado (governo central, estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e da Eletrobras) voltou a fechar no vermelho em novembro e registrou um déficit primário de R$ 20,089 bilhões no mês passado, informou nesta quinta-feira (29) o Banco Central.
O déficit foi pior do que o esperado por analistas do mercado financeiro. As projeções iam de déficit de R$ 19,500 bilhões a R$ 10,510 bilhões, com mediana negativa em R$ 16,000 bilhões, segundo o Broadcast.
Foi também o pior resultado para o mês desde 2016 (quando o rombo foi de R$ 39,141 bilhões), segundo a série histórica iniciada em dezembro de 2001. O resultado reverte um saldo positivo de R$ 27,095 bilhões de outubro e de R$ 15,034 bilhões de novembro de 2021.
O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública.
O resultado fiscal de novembro foi composto por um déficit primário de R$ 16,524 bilhões do governo gentral (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS).
Já os governos regionais tiveram um resultado negativo de R$ 3,710 bilhões (R$ 2,633 bilhões dos estados e R$ 1,077 bilhão dos municípios).
As empresas estatais registraram um superávit de R$ 145 milhões no mês passado.
As contas do setor público acumularam um superávit primário de R$ 137,807 bilhões no ano até novembro, o equivalente a 1,53% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.
O resultado veio melhor que a mediana de R$ 122,050 bilhões das projeções do Broadcast, com piso de R$ 99,800 bilhões e teto de R$ 160,700 bilhões.
O superávit fiscal até novembro ocorreu na esteira do superávit de R$ 48,788 bilhões do governo central (0,54% do PIB) e de R$ 83,533 bilhões dos governos regionais (0,93% do PIB).
Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 50,382 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 33,152 bilhões.
Já as empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 5,486 bilhões.
No acumulado em 12 meses, as contas do setor público registraram superávit primário de R$ 137,930 bilhões (o equivalente a 1,41% do PIB).
As contas consolidadas estão no azul no acumulado em 12 meses desde novembro de 2021. Até outubro, o resultado primário consolidado era superavitário em R$ 173,054 bilhões.
O resultado fiscal positivo é composto por um superávit de R$ 62,726 bilhões do governo central (0,64% do PIB) e de R$ 70,735 bilhões dos governos regionais (0,72% do PIB).
Os estados registraram um superávit de R$ 41,292 bilhões e os municípios, de R$29,443 bilhões. Já as empresas estatais tiveram um resultado positivo de R$ 4,469 bilhões.
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