A política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tende a causar uma pressão deflacionária na China, o que pode incentivar o banco central do país (PBoC, na sigla em inglês) a flexibilizar a política monetária ao longo do ano, avalia o ING em relatório.
O banco aponta que, com o anúncio tarifário feito por Trump, as alíquotas para produtos chineses comercializados nos EUA podem chegar a 54%. “Isso nos aproxima do cenário de pior caso que Trump ameaçou durante a campanha eleitoral”, observa o economista-chefe para a China Expandida do ING, Lynn Song, em nota a clientes.
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Neste cenário, avalia Song, produtos que poderiam ser vendidos aos EUA serão redirecionados para outros mercados ou absorvidos pela demanda doméstica chinesa, o que tende a agravar o processo deflacionário que já ocorre no país.
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“Em última análise, as barreiras tarifárias parecem prováveis de exacerbar problemas de sobrecapacidade”, aponta Song. “Diante da pressão deflacionária e do potencial impacto no crescimento, o Banco Popular da China (PBoC) poderia ser incentivado a flexibilizar a política pela primeira vez este ano.”
O ING diz ainda que a taxação exacerbada imposta pelos EUA deve levar a uma resposta “mais forte” da China na sequência.
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