A taxa de desemprego no Brasil caiu para 8,7% no trimestre encerrado em setembro, um resultado dentro do esperado pelo mercado, que previa exatamente uma taxa de desocupação de 8,7% segundo o consenso Refinitiv. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desemprego entre julho e setembro recuou 0,6 ponto percentual na comparação trimestral, ante abril e junho (quando estava em 9,3%), e de 3,9 p.p. na anual, ante o mesmo período de 2021 (quando foi de 12,6%).
A população desocupada (9,5 milhões de pessoas) caiu ao menor nível desde o trimestre terminado em dezembro de 2015, recuando 6,2% (menos 621 mil pessoas) no trimestre e 29,7% (menos 4,0 milhões) no ano.
Segundo o IBGE, a população ocupada até setembro atingiu 99,3 milhões, o que representa o recorde da série iniciada em 2012, com alta de 1,0% (mais 1,0 milhão) ante o trimestre anterior e de 6,8% (mais 6,3 milhões) no ano.
O nível da ocupação (porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 57,2%, subindo 0,4 ponto porcentual no trimestre e 3,1 p.p. no ano. Esse o nível mais alto desde o trimestre terminado em outubro de 2015.
Já a população fora da força de trabalho, estimada em 64,7 milhões de pessoas, permaneceu estável ante o trimestre anterior e recuou 1,1% (menos 727 mil pessoas) no ano. A população desalentada (4,3 milhões de pessoas) manteve estabilidade ante o trimestre anterior e caiu 17,2% (menos 887 mil de pessoas) na comparação anual.
O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (3,8%) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 0,8 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 36,3 milhões, subindo 1,3% (482 mil pessoas) ante o trimestre anterior e 8,2% (mais 2,8 milhões de pessoas) na comparação anual.
Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado, de 13,2 milhões de pessoas, foi o maior da série histórica, apresentando estabilidade no trimestre e elevação de 13,0% (1,5 milhão de pessoas) no ano.
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