A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2025, quando também havia marcado 5,4%.
Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas.
Já na comparação anual, houve recuo de 1,1 ponto percentual, frente aos 6,5% registrados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, sendo 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.
Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e registrando alta de 1,7% em um ano, com a criação de 1,7 milhão de ocupações.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas dentro da população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%, praticamente estável no trimestre e 0,5 ponto percentual acima do observado um ano antes.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, também estável no trimestre, mas 1,8 ponto percentual menor na comparação anual.
Em números absolutos, a população subutilizada somou 15,7 milhões de pessoas, estável frente ao trimestre anterior e 11,5% menor em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 2 milhões de pessoas.
A população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,7 milhões, estável no trimestre, mas 15,2% menor na comparação anual, uma redução de 476 mil pessoas.
O percentual de desalentados em relação à força de trabalho ficou em 2,4%, estável no trimestre e 0,4 ponto percentual abaixo do registrado um ano antes.
No mercado formal, o número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) chegou a 39,4 milhões, estável no trimestre e 2,1% maior em relação ao ano anterior, com 800 mil vínculos adicionais.
Já os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,4 milhões, sem variações relevantes nas duas comparações.
Entre os trabalhadores por conta própria, o total chegou a 26,2 milhões, estável no trimestre e 3,7% maior em um ano, com aumento de 927 mil pessoas. O número de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável no trimestre, mas 4,5% menor na comparação anual, o que representa 257 mil pessoas a menos.
A taxa de informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. O percentual é ligeiramente menor do que o observado no trimestre encerrado em outubro (37,8%) e também abaixo dos 38,4% registrados um ano antes.
Em termos de renda, o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, com alta de 2,8% no trimestre e 5,4% na comparação anual, o mais alto da série.
Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 370,3 bilhões, avançando 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% em um ano, o equivalente a R$ 25,1 bilhões adicionais.