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Dólar tem alta frente ao real em linha com exterior e de olho no arcabouço fiscal
17 de abril de 2023
Não aprovação do arcabouço fiscal afetaria políticas públicas em 2024, diz Planejamento
17 de abril de 2023
Published by on 17 de abril de 2023
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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), apresenta, na manhã desta segunda-feira (17), detalhes do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLDO) de 2024, entregue ao Congresso Nacional na última sexta-feira. Acompanhe a coletiva de imprensa ao vivo pelo vídeo acima.

Também participam do anúncio o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

O PLDO de 2024 traz dois cenários: um com o novo marco fiscal aprovado e outro com a vigência do teto de gastos. A indicação do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) para as despesas públicas no ano que vem supera em R$ 172 bilhões os valores esperados como limites pela regra do teto − que prevê que a variação de gastos de um ano para outro não pode superar a inflação acumulada no período.

Ou seja, caso o arcabouço fiscal não seja aprovado, este será o montante que ficará fora do que estabelece o teto de gastos − e que, portanto, terá de ser cortado ou excepcionalizado por instrumentos como a edição de créditos extraordinários, como ocorreu nos últimos três anos.

Em sua fala inicial, a ministra Simone Tebet lembrou episódios de recorrente desconfiança de agentes econômicos em relação às LDOs apresentadas pelos governos e salientou que a peça entregue na semana passada ao Congresso Nacional busca trazer “realismo orçamentário” e “transparência”.

“Nossa LDO respeita a lei vigente, o teto de gastos”, afirmou. E salientou que a regra fiscal vigente é “inexequível” e “praticamente não mais existe”. A ministra explicou, ainda, que a saída jurídica encontrada pela pasta foi apresentar uma peça orçamentária com condicionantes.

“A autorização orçamentária para novos gastos, para o excesso de gastos orçamentários, a depender da aprovação do novo arcabouço fiscal. São despesas condicionadas à aprovação do arcabouço fiscal. Se não for aprovado o arcabouço fiscal, nós não temos condições de cumprir as despesas que vamos apresentar. Se for aprovado, já estão cobertas”, disse.

Na apresentação, o MPO explica que o excedente ao teto ocorre em parte pelo espaço de R$ 145 bilhões aberto pela PEC da Transição (Emenda Constitucional nº 126/2022), que tem validade apenas para o exercício de 2023. A correção calculada pela pasta sob a regra do teto seria de R$ 23,7 bilhões em 2024.

A solução apresentada pelo ministério cria, portanto, condicionantes para a aplicação dos R$ 172 bilhões previstos. Sem o novo arcabouço fiscal, os valores deixam de ser considerados.

Na apresentação, o MPO manteve na faixa de 1,5% a 1,7% do PIB para despesas discricionárias (ou seja, aquelas que garantem maior margem de manobra ao gestor público) do Poder Executivo, patamar que varia em termos nominais de R$ 190,8 bilhões (2026) a R$ 207,4 bilhões (2025).

Este nível é considerado parte do “realismo orçamentário” defendido pela pasta, que considera que uma redução nesses valores poderia tornar o orçamento “inexequível”. E é justamente esse patamar que reforça o excedente de R$ 172 bilhões em relação ao que o teto de gastos comportaria.

“Por que é necessário o arcabouço fiscal? Por que o teto ruiu e não existe mais? Em função da pandemia e de toda a necessidade de se aprovar a PEC [da Transição] no ano passado, com um aumento de despesas que agora passaram a ser permanentes, (…) nós precisamos de espaço fiscal de R$ 196 bilhões para despesas discricionárias”, explicou Tebet.

“Tendo em vista que o espaço fiscal para essas despesas discricionárias [dentro do teto de gastos] está mais ou menos na ordem de R$ 24 bilhões. Esses R$ 24 bilhões são apenas para o custeio da máquina − água, luz, combustível, no país inteiro, para que a máquina não pare e não haja shutdown. Diante disso, temos praticamente zero de espaço para as despesas discricionárias”, pontuou.

“Estamos falando que, se não aprovarmos o arcabouço fiscal, com alguma alteração ou não, (…) todos os programas sociais ficariam comprometidos naquilo que avançou do ano passado para cá”, completou.

A peça orçamentária estabelece como meta zerar o déficit público em 2024 e projeta superávit primário de 0,5% (R$ 61,6 bilhões) e de 1% (R$ 130,8 bilhões) do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e 2026, respectivamente. Pela regra, há uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para cima ou para baixo.

A definição de objetivos de resultado primário para todos os anos de exercício atende a exigência do projeto de lei complementar do novo arcabouço fiscal, que será encaminhada ao parlamento no início desta semana. Mas a equipe econômica esclarece que a busca pelo cumprimento da meta não depende da aprovação do novo marco pelos deputados e senadores.

“Essa inovação, no nosso entender, é possível de ser implementada à luz das regras vigentes, independentemente da aprovação do novo arcabouço. A grande vantagem é que isso converge para o que foi anunciado”, pontuou o secretário Paulo Bijos.

 

Parâmetros

As projeções apontadas pelo MPO consideram a grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A pasta estima crescimento de 2,34% para o PIB em 2024, e de 2,76% e 2,42% nos dois anos seguintes.

Para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as estimativas são de alta de 3,52% para 2024, 3,02% em 2025 e 3,00% em 2026. E a taxa básica de juros (a Selic) over deve ficar em 11,08%, 9,44% e 8,76%, nesta ordem, nos três anos, conforme projeção da SPE.

A SPE projeta o salário mínimo a R$ 1.389,00 em 2024, R$ 1.435,00 em 2025 e R$ 1.481,00 em 2026. Os valores correspondem apenas à correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e deverão ser recalculados no momento em que o governo definir uma nova política para o salário mínimo.

Na apresentação, o MPO também mostra projeções feitas pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, para a trajetória da dívida pública nos próximos quatro anos.

No cenário base, o órgão estima que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) saia de 72,9% do PIB em 2022 para 79,3% no último ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já a Dívida Líquida do Governo Geral (DBGG) deverá sair de 57,1% para 68% no mesmo período.

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