A administração de Joe Biden fez uma esforço para contornar a narrativa de que o acordo de troca de prisioneiros anunciado na quinta-feira (8) não foi uma vitória pessoal de Vladimir Putin. Estados Unidos e Rússia concordaram em trocar a jogadora profissional de basquete Brittney Griner – que cumpria pena por tráfico de drogas na Rússia – pelo conhecido traficante de armas Viktor Bout – detido numa colônia penal nos EUA.
Políticos conservadores, capitaneados pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticaram com força o desequilíbrio na balança em favor dos russos. Na rede social Truth Social, Trump chamou a troca de “uma vergonha estúpida e antipatriótica para os Estados Unidos”.
A corrente política do Partido Republicano considera que Bout só poderia ter sido trocado por outro preso americano na Rússia, o ex-fuzileiro Paul Whelan, condenado por espionagem.
Mas John Kirby, coordenador de comunicação do Conselho de Segurança Naciona, já havia dito anteriormente que as autoridades dos EUA não poderiam concluir um acordo com a Rússia sobre a troca de Whelan nas mesmas condições que foram alcançadas para o retorno de Griner.
Ontem, a um “alto funcionário” da Casa Branca explicou por meio de uma nota que o governo tentou trazer Whelan para casa também, mas que os russos trataram as duas situações de maneira diferente e rejeitaram todas as propostas feitas para sua libertação. Ou seja, não havia uma escolha a fazer.
Ao mesmo tempo, a Casa Branca anunciou hoje que o governo Biden estava enviando um novo pacote de ajuda para a Ucrânia em sua guerra contra a Rússia, no valor de US$ 275 milhões. Com isso, as ajudas oficiais norte-americanas já somam US$ 19,3 bilhões desde o início do conflito, em fevereiro.
Este pacote inclui munição adicional para os sistemas de foguetes de artilharia, 80.000 munições de artilharia de 155 mm, equipamentos de sistemas aéreos não tripulados, capacidades de defesa antiaérea e aproximadamente 150 geradores, devido à evolução e necessidade ajuda da Ucrânia para combater os ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana.
Enquanto a diplomacia se mexe, tanto Griner quanto Bout já voltaram para casa. Segundo a CNN, o voo que trouxe a atleta chegou a uma base em San Antonio, no Texas, no início desta sexta-feira e seguiu para um hospital militar para uma avaliação de rotina.
Bout, por sua, deu até entrevista para a agência russa RIA Novosti e disse que não se achava importante para a política russa, mas apenas que foram encontrados alguns pontos de contato “que poderiam satisfazer as duas partes”.
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