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“Bazuca comercial”: UE prepara contramedidas contra tarifaço de Trump
22 de julho de 2025
FMI alerta que tarifas não são resposta para desequilíbrios globais
22 de julho de 2025
Published by on 22 de julho de 2025
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O presidente Donald Trump voltou a defender uma política comercial mais dura, propondo tarifas mais altas sob o argumento de “reciprocidade”. Entre as ideias, está uma taxa de 50% sobre o cobre e a elevação da tarifa básica sobre países parceiros para algo entre 15% e 20%.

Embora nem todas essas medidas devam sair do papel, o Goldman Sachs avalia que os riscos estão direcionados para um cenário mais protecionista — o que pode afetar tanto o crescimento quanto a inflação nos Estados Unidos.

No cenário principal do banco, a tarifa efetiva dos EUA (ETR, na sigla em inglês) deve subir 14 pontos percentuais até o fim de 2025 — com a tarifa universal subindo para 15% já a partir de 1º de agosto — e atingir um aumento acumulado de 17 pontos até 2027.

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“Esperamos que a ETR continue subindo nos próximos anos, com novas tarifas sobre caminhões pesados e aviões a partir de 2026, e tarifas sobre medicamentos no começo de 2027”, diz o relatório.

A estimativa é que essas tarifas adicionem cerca de 1,7 ponto percentual ao núcleo do índice de preços PCE nos próximos dois a três anos. Com isso, a inflação deve chegar a 3,3% em 2025, 2,7% em 2026 e 2,4% em 2027.

Mesmo assim, o Goldman Sachs destaca que ainda é cedo para medir com precisão o impacto das tarifas na inflação. Três fatores explicam essa incerteza:

Estoque antecipado: Muitas empresas aumentaram suas importações antes das tarifas entrarem em vigor em 2025, o que atrasou os repasses de preços;
Incerteza: A instabilidade e as mudanças frequentes nas tarifas em 2024 podem ter adiado a reação das empresas;
Sinais iniciais: O índice de inflação (CPI) de junho já mostra aumento de preços em setores mais expostos, como móveis e produtos de lazer, com tendência de mais alta nos próximos meses.

Segundo o banco, o impacto total dos preços mais altos deve levar cerca de 8 meses para aparecer nos bens de consumo, e 15 meses nos bens intermediários e de capital.

O estudo também ajusta a estimativa de repasse dos custos de importação para os consumidores americanos: agora, espera-se que 65% dos custos sejam repassados — antes, essa taxa era de 70%. Além disso, a substituição de fornecedores da China por países com tarifas mais baixas, mas custos maiores, deve perder força após o novo acordo entre EUA e China, limitando os efeitos indiretos da inflação.

Outro ponto importante: os preços mais altos devem reduzir o consumo das famílias e os investimentos das empresas. O custo maior dos bens de capital, por exemplo, deve subir 6,5% no período, afetando a formação de capital produtivo e o crescimento econômico de longo prazo. Com isso, o PIB dos EUA pode cair 1 ponto percentual em 2025, 0,4 ponto em 2026 e 0,3 ponto em 2027.

Por outro lado, o Goldman Sachs prevê que um dólar mais fraco e a reação moderada de outros países podem ajudar as exportações, compensando parcialmente a queda no consumo e no investimento.

“Esse efeito deve levar mais tempo para aparecer, já que a maioria das importações dos EUA é feita em dólares. Isso significa que os preços demoram mais para reagir às mudanças no câmbio”, explica o banco.

Nesse cenário, o saldo comercial pode contribuir positivamente com 0,5 ponto percentual no crescimento em 2025 e 0,2 ponto entre 2026 e 2027.

Cenários alternativos e risco para o Fed

Diante da incerteza sobre como essas tarifas serão implementadas, o Goldman Sachs traçou quatro cenários alternativos ao seu principal:

Cenário negativo (25% de chance): as tarifas “recíprocas” são barradas na Justiça e mantidas em 10%, com redução de 2,5 pontos percentuais na tarifa efetiva (ETR) em relação ao cenário principal.
Cenário positivo 1 (15%): as tarifas sobre medicamentos entram em vigor antes do previsto, em setembro de 2025, elevando a ETR em 2 pontos.
Cenário positivo 2 (15%): além da antecipação dos medicamentos, o governo adota outras tarifas citadas por Trump recentemente, o que aumenta a ETR em 3 pontos.
Cenário positivo 3 (15%): todas as tarifas mencionadas são implementadas, com a tarifa universal subindo para 20% e as setoriais para 50%, o que eleva a ETR em 11 pontos.

Nesse último cenário, mais extremo, o núcleo da inflação (PCE) pode subir até 3% até 2027, o PIB pode cair 3,3% e a taxa de desemprego subir até 1,7 ponto percentual — mais do que o dobro do impacto no cenário base.

Já o impacto médio ponderado entre todos os cenários aponta para uma inflação adicional de 1,9% e uma queda de 2% no PIB em três anos.

Por fim, o Goldman Sachs afirma que, mesmo com essa incerteza, o Federal Reserve pode adotar uma postura mais cautelosa. No entanto, se os efeitos recessivos forem mais fortes do que o previsto, o banco central pode ser levado a cortar os juros de forma mais agressiva do que o mercado espera atualmente.

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