As vendas no varejo brasileiro avançaram 1,0% em novembro na comparação com o mês anterior e subiram 1,3% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 0,20% sobre um ano antes
De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, “na margem, o comércio varejista brasileiro atingiu seu segundo mês consecutivo de altas, o que não acontecia desde o início de ano. Naquele momento, fevereiro e março subiram acima do que chamamos de estabilidade (entre -0,5% e 0,5%). Lá, no entanto, os valores tinham sido 0,5% e 0,7%. Agora, outubro e novembro cresceram 0,5% e 1,0%, respectivamente”.
Índices futuros dos EUA sobem juntos
De outubro para novembro de 2025, na série com ajuste sazonal, sete das oito atividades do comércio varejista mostraram taxas positivas no volume de vendas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); Móveis e eletrodomésticos (2,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%).
O único resultado negativo foi em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Cristiano ressalta que “em novembro teve a black friday, que ajudou a dar um perfil mais distribuído ao crescimento setorial. Além disso, os setores que mais cresceram nessa passagem foram de Equipamentos para escritório, informática e comunicação e Móveis e eletrodomésticos, típicos das promoções de itens como celulares, computadores, móveis, entre outros”.
Ainda na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista ampliado cresceu 0,7%. Nesse segmento, uma atividade mostrou taxa positiva no volume de vendas: Material de construção, com 0,8%. O resultado negativo ficou com Veículos e motos, partes e peças, com -0,2%.
O gerente da pesquisa observa que “o varejo ampliado teve um crescimento mais modesto, de 0,7%, muito por conta do desempenho de veículos, motos, partes e peças, que vem no campo negativo e devolve uma alta forte em outubro”.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,3%, com altas em cinco das oito atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (5,9%); Móveis e eletrodomésticos (5,2%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%). Por outro lado, três atividades apresentaram resultados negativos: Tecidos, vestuário e calçados (-4,0%); Combustíveis e lubrificantes (-1,3%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).
No comércio varejista ampliado, duas atividades tiveram queda: Veículos e motos, partes e peças, -5,8%; e Material de construção, -3,0%. Por outro lado, Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo teve aumento de 0,9% em relação a novembro de 2024.
(com Reuters e agência de notícias do IBGE)
The post Vendas no varejo do Brasil avançam 1% em novembro e ficam acima do esperado appeared first on InfoMoney.